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Você posta todo santo dia.

Acorda cedo, prepara conteúdo, revisa legenda, escolhe imagem, sobe no feed. E no fim do mês? Nada.

Ou pior: aparece gente pedindo desconto de 50% ou perguntando se você não pode parcelar em doze vezes sem juros.

Você se mata de trabalhar e não vende nada de valor.

O problema não é a frequência dos seus posts. É o tipo de marketing que você está usando.

Tem estratégia que funciona muito bem para vender produto barato de impulso. Mas para serviço de alto valor, ela espanta exatamente o cliente que pode pagar.

Aqui estão três estratégias que eu jamais usaria para vender serviço premium, e o que funciona no lugar de cada uma.

Estratégia 1: Volume de conteúdo como prova de autoridade

A lógica parece razoável. Quanto mais você aparece, mais as pessoas confiam. Quanto mais consistente, mais relevante.

Errado.

Confiança gerada por volume de conteúdo é frágil. Ela atrai o curioso que passa o dedo na tela, não o comprador que toma decisão.

O cliente que paga bem não decide por impulso depois de ver um post no meio do feed enquanto toma café.

Ele decide depois de sentir que você entende o problema dele de um jeito que ninguém mais entendeu.

E isso não acontece porque você postou dez vezes essa semana.

Criar conteúdo todo dia te coloca na mesma prateleira de todo mundo que também cria conteúdo todo dia. Você vira commodity antes mesmo de mandar a proposta.

O comprador premium olha para o seu perfil e pensa: "Ah, mais um que faz post."

Você deixa de ser especialista e vira produtor de conteúdo. E produtor de conteúdo tem aos montes.

"O que gera venda de alto valor não é frequência. É profundidade. É a sensação de que você está diante de alguém que enxerga o que os outros não enxergam."

Quando foi a última vez que você contratou alguém caro porque viu um post no Instagram?

Não foi. Você contratou porque alguém indicou, porque viu uma entrevista longa, porque leu um artigo que reorganizou sua cabeça sobre o problema que você tinha.

O que funciona no lugar: menos conteúdo, mas cada peça desenhada para separar quem é cliente de quem é só curioso.

Um artigo ou vídeo por mês que reorganize a percepção do comprador sobre o problema dele gera mais negócio do que trinta posts genéricos.

O cliente premium não está caçando informação. Está caçando alguém que o faça pensar diferente sobre a própria situação.

Quando você entrega isso, não precisa aparecer todo dia. Aparece uma vez e fica na cabeça dele por semanas.

Estratégia 2: Isca gratuita e desconto como porta de entrada

Essa é a estratégia que mais seduz quem está começando. A lógica parece imbatível: "Vou dar uma aula gratuita, mostrar meu conhecimento, a pessoa vai ver o valor e contratar."

Ou pior: "Vou fazer uma condição especial, um desconto só para os primeiros."

Na prática, é um tiro no pé.

Aula gratuita é ímã de gente que não quer pagar pelo seu serviço.

Você atrai pessoas que estão caçando promoção, não solução.

Gente que tem uma pasta no drive com trezentos materiais gratuitos que nunca abriu e vai tratar o seu da mesma forma: consome, acha legal, e nunca mais responde sua mensagem.

O cliente premium não se inscreve em aula gratuita. Ele compra acesso direto a quem resolve.

Quando você se posiciona como acessível demais, de graça demais, disponível demais, o comprador de alto valor desconfia.

Ele pensa: se esse especialista está dando tudo de graça, a entrega paga não deve valer tanto assim.

"O cliente premium quer pagar caro por algo que resolve o problema dele. Não quer pechincha. Pechincha é para commodity."

O desconto tem o mesmo efeito. Você manda uma proposta e já oferece condição especial antes mesmo de o cliente pedir.

O que você comunicou? Que seu preço real não é aquele. Que tem margem para negociar.

E o comprador premium sente o cheiro de desespero de longe.

O que funciona no lugar: uma demonstração de pensamento.

Uma provocação curta por escrito que mostra como você ataca o problema. Não uma aula longa, não um slide, não uma mentoria gratuita.

Um documento. Uma página. Algo que faça o comprador pensar "eu preciso conversar com essa pessoa" em vez de "vou pegar mais um material gratuito para guardar."

A escassez não está no preço. Está no acesso ao seu raciocínio.

Estratégia 3: Comparar com o concorrente para provar que é melhor

Quando você se compara, mesmo que para ganhar, você já perdeu.

O cliente premium não quer o melhor da categoria. Ele quer a categoria dele.

Quando você fica mostrando que entrega mais rápido, com mais suporte, com bônus melhor, você está dizendo nas entrelinhas que compete na mesma prateleira.

E se está na mesma prateleira, o comprador vai pedir desconto, vai fazer leilão.

A guerra de preços começa quando você aceita as regras do concorrente.

"Sua proposta não compete quando ela é a única que parece ter sido feita para aquele problema específico."

O que funciona no lugar: criar um território onde a comparação não faz sentido. Você define o problema de um jeito tão específico que ninguém mais parece preparado para resolvê-lo.

O comprador olha para você e pensa "esse entende o meu caso" em vez de "esse é 10% mais barato que o outro."

O que conecta as três substituições

Repara que os três substitutos apontam para a mesma direção.

Menos volume, mais profundidade. Menos gratuidade, mais acesso ao raciocínio. Menos comparação, mais território próprio.

Esse é exatamente o trabalho que a identidade de mercado faz. Não é uma estratégia de comunicação isolada.

É a base que determina como cada aparição sua no mercado é interpretada pelo cliente certo.

Quando a identidade de mercado está construída, você não precisa mais de volume para ser lembrado.

Não precisa de desconto para gerar confiança.

Não precisa se comparar com ninguém porque não existe ninguém para comparar.

O cliente premium chega até você já convencido. Não porque você apareceu mais.

Porque o que você representa é exatamente o que ele estava procurando e não encontrava em nenhum outro lugar.

É isso que o Market ID trabalha com prestadores de serviços e profissionais liberais que chegaram num ponto em que perceberam que mais esforço nas estratégias erradas só aprofunda o problema.

O caminho não é fazer mais. É ocupar o lugar certo.

"Você não precisa de mais conteúdo, mais desconto ou mais comparação. Precisa de uma posição que torne qualquer comparação irrelevante."

Quando essa posição existe, as três estratégias que destroem a percepção de valor simplesmente param de fazer sentido.

Você não precisa ser convencido a abandoná-las. Você abandona porque encontrou algo que funciona melhor.

A pergunta desta edição

Das três estratégias que trouxe aqui, qual é a que você ainda usa e sente que não está funcionando?

Me responda nos comentários ou por mensagem direta. Essa conversa importa.

Para análises, frameworks práticos e a continuação dessa conversa, siga @luizfernandocarvalhorj no Instagram e assista aos vídeos novos toda segunda, quarta e sexta no canal @insidemarketid no YouTube.

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