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Era uma quarta-feira à tarde quando Ricardo percebeu algo que, depois de alguns anos no mercado, já deveria ser óbvio.

Mas não era.

Ele estava sentado no escritório revisando mais uma proposta antes de enviar para um cliente.

Era a terceira daquela semana.

Documento bem feito.

Detalhado.

Explicando etapas do trabalho.

Escopo.

Prazos.

Valores.

Tudo correto.

Ele anexou o arquivo no e-mail.

Escreveu uma mensagem educada.

“Segue em anexo nossa proposta para análise.
Fico à disposição para qualquer dúvida.”

Clicou em enviar.

Encostou na cadeira.

E esperou.

Se você já presta serviços há algum tempo, talvez conheça bem esse momento.

A proposta enviada.

O silêncio do cliente.

Aquela sensação estranha de que, a partir dali o controle da situação já não está mais nas suas mãos.

Algumas horas depois veio a resposta.

Curta.

Educada.

Previsível.

“Obrigado pela proposta. Estamos avaliando outras opções.”

Ricardo leu a mensagem duas vezes.

Depois fechou o e-mail.

Porque aquela frase já tinha aparecido muitas vezes na vida dele.

E quase sempre significava a mesma coisa.

Comparação.

Naquela noite ele comentou o episódio com um amigo que também era empresário.

Durante a conversa o amigo fez uma pergunta curiosa.

— “Quando você envia o orçamento, o cliente já entendeu claramente qual é o problema que você vai resolver?”

Ricardo respondeu automaticamente.

— “Claro. Falamos sobre isso na reunião.”

O amigo insistiu.

— “Ele entendeu… ou você explicou?”

Ricardo ficou em silêncio por alguns segundos.

Porque, na maioria das vezes, ele realmente explicava.

Falava sobre o serviço.

Sobre o processo.

Sobre o resultado esperado.

Mas talvez o cliente ainda não tivesse realmente percebido o problema com clareza suficiente.

E quando isso acontece…

o orçamento vira apenas mais um documento sendo comparado com outros.

Algumas semanas depois Ricardo decidiu testar algo diferente.

Em vez de começar a reunião explicando o serviço…

ele começou fazendo perguntas.

Perguntas simples.

Mas incômodas.

Perguntas que faziam o cliente olhar para o próprio negócio com mais atenção.

Em uma das reuniões ele perguntou algo que mudou completamente o rumo da conversa.

— “Se nada mudar no seu negócio nos próximos 12 meses… qual será o impacto disso?”

O cliente demorou alguns segundos para responder.

Porque aquela pergunta não era sobre serviço.

Era sobre consequência.

A conversa começou a aprofundar.

Novos pontos apareceram.

Problemas que antes pareciam pequenos começaram a ganhar outra dimensão.

E, pela primeira vez, o cliente começou a verbalizar algo importante.

— “Eu nunca tinha pensado nisso dessa forma.”

Ricardo percebeu algo naquele momento.

Quando o cliente descobre o problema junto com você

a conversa muda completamente.

Você deixa de ser apenas alguém oferecendo um serviço.

E passa a ser alguém ajudando o cliente a enxergar algo que ele ainda não tinha visto.

Naquela reunião Ricardo nem precisou enviar um orçamento.

No final da conversa o cliente perguntou:

— “Quanto custaria resolver isso com vocês?”

Era a mesma pergunta de sempre.

Mas agora ela tinha um significado diferente.

Porque o cliente não estava mais comparando apenas serviços.

Ele estava pensando em resolver um problema que agora parecia muito mais claro.

Essa pequena mudança transformou completamente a forma como Ricardo conduzia suas conversas comerciais.

Ele percebeu algo simples.

Orçamentos geralmente são comparados quando o cliente ainda não percebeu claramente por que uma solução é diferente da outra.

Quando essa diferença se torna clara antes da proposta…

o preço deixa de ser o único critério.

Existe uma pergunta simples que pode mudar completamente uma reunião com um cliente.

Uma pergunta que quase nenhum prestador de serviço faz.

Ela é esta:

“O que acontece se esse problema continuar exatamente como está pelos próximos 12 meses?”

Quando o cliente responde essa pergunta com honestidade…

algo interessante acontece.

O problema deixa de ser teórico.

Ele se torna concreto.

E quando o problema se torna concreto…

a solução começa a ganhar valor.

Nos últimos anos venho estudando exatamente esse ponto.

Por que algumas conversas comerciais acabam virando simples comparação de orçamentos…

enquanto outras se transformam em decisões muito mais claras.

Esse estudo acabou dando origem ao que hoje chamo de Market ID.

Um processo para ajudar empresários de serviço a estruturar sua posição no mercado e sair da lógica de comparação por preço.

Não é sobre marketing.

É sobre como o cliente passa a enxergar o valor do que você faz.

Se essa reflexão te fez pensar em alguma situação que você já viveu no seu negócio…

talvez valha explorar isso com mais calma.

Você pode simplesmente responder esse e-mail com a palavra Market.

Eu leio todas as respostas.

E posso te mostrar como esse processo funcionaria no seu caso específico.

Sem compromisso.

Só clareza.

E se quiser acompanhar outras reflexões sobre posicionamento e mercado de serviços, também compartilho algumas ideias no Instagram:

👉 @luizfernandocarvalhorj

Até a próxima reflexão.

Luiz Fernando Carvalho

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